Parque Tizo Jequitibá é inaugurado

Os moradores da Região Metropolitana de São Paulo ganharam nessa sexta-feira, 12 julho, mais uma opção de lazer para entrar em contato com a natureza. O Parque Jequitibá, antigo Parque Tizo, abriu os seus portões para a população, após a primeira reunião e posse de seu Conselho de Orientação.

O subsecretário de Meio Ambiente da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, Eduardo Trani, conduziu o encontro e narrou toda a história da unidade, desde a compra da área que era destinada a habitação popular e um entreposto de abastecimento, até sua transformação em uma área de lazer, educação e preservação ambiental.

“O esforço em conjunto, em prol de um objetivo em comum, uniu a população e o poder público, que com sensibilidade atendeu a essa demanda por mais áreas verdes na região”, comentou Trani.

A abertura do Parque Jequitibá foi possível após a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) receber a área da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo). O parque será administrado pela SIMA por meio da Coordenaria de Parques e Parcerias (CPP).

A criação do parque se deu por meio de decreto publicado em março de 2006. Projetado com ênfase na sustentabilidade, o parque vai oferecer uma área de 1,3 milhão de m2 sendo a maior parte composto por floresta bem preservada.

Para Eunice Maria Silva, conselheira pela Associação Ecológica Amigos do Embu, a abertura do Parque consolida o sonho da população de ter no seu entorno um espaço com exuberante natureza voltado à educação ambiental. Já a arquiteta urbanista, Patricia Akinaga, que assina o projeto implantado, a abertura “é a resposta do governo à sociedade civil”.

O Conselho de Orientação é formado por representantes das secretarias da Educação, Desenvolvimento, Infraestrutura e Meio Ambiente e da Habitação/CDHU. A sociedade civil é representada pelas Associações dos Moradores do Petit Village; Etecetera e Tal; Ecológica Amigos do Embu; os Institutos Embu de Sustentabilidade; de Proteção Ambiental; além da Escola Municipal de Ensino Fundamental Teófilo Benedito Ottoni.

Serviço

O Parque Jequitibá possui estacionamento gratuito e abre diariamente das 8 às 17 horas, com opções de trilhas, espaço de leitura e ações de educação ambiental como oficinas e palestras.

A área do Parque pode ser acessada pela Rua Sapucaí S/N, Bairro Gramado, de Cotia ou somente para pedestres pela Rua Savério Quadrio 701, Bairro Parque Ipê, São Paulo.

Fonte: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/2019/07/secretaria-de-infraestrutura-e-meio-ambiente-abre-parque-jequitiba/

Posse do conselho do Parque Jequitibá

Posse do Conselho de Orientação e para tratar sobre a abertura do parque. 

Data: 12.07.2019 – Início:10:00 – Término: 12:00h

Local: Parque Jequitibá – Rua Sapucaí S/N, Bairro Gramado, Cotia-SP.

– Apresentação da equipe da Administração do Parque;

– Posse dos conselheiros;

– Apresentação do Programa de Educação Ambiental pela Coordenadoria de Educação Ambiental e monitores ambientais;

-Estruturação da agenda de trabalho 2019;

A reunião contará com a presença do Subsecretário do Meio Ambiente Eduardo Trani da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Plano diretor de Embu é anulado

A revisão do Plano Diretor de Embu das Artes, de autoria do então prefeito Chico Brito, foi cancelada pela ADI – Ação Direta de Inconstitucionalidade Nº 2101490-07.2018.8.26.0000 de 07-02-2019, por não demonstrar estudos técnicos, não ter divulgação suficiente e ter contrariado a vontade popular.

Atividade gratuita ensina a implantar jardins filtrantes para tratar esgoto

No próximo sábado (8/6) ocorre o evento gratuito “Encontro de saneamento ecológico” em Embu das artes, região metropolitana de São Paulo. A atividade contará com palestras, visita a instalações em funcionamento e distribuição de cartilha.

A técnica de tratamento apresentada é o “Jardim Filtrante”, conhecido na permacultura como Zona de Raízes. Trata-se de uma Solução Baseada na Natureza (SbN), segura, eficiente e barata que foi pesquisada na USP, comprovou ser muito eficiente e já é empregada e licenciada até mesmo para o tratamento de grandes cidades e indústrias.PUBLICIDADE

A organizadora do evento, a OSCIP SEAE apresentará também os resultados de 12 meses de projeto sócio ambiental, com a educação ambiental de 300 jovens, o treinamento de 60 instaladores e 3 casas beneficiadas com a implementação do saneamento com jardim filtrante, apresentando as metodologias, lições e aprendizados.

Fechando as atividades da semana do meio ambiente será lançada a versão beta da primeira cartilha de Jardins Filtrantes brasileira. Ela visa ensinar o passo a passo para a instalação, mesmo para leigos, em residências unifamiliares de até 6 pessoas. 

SEAE

Criada por moradores na década de 70, a SEAE atua na preservação ambiental de Embu e região para estimular e ampliar os processos de transformação socioambiental, cultural e econômica, por meio de processos educacionais participativos e inclusivos, fomentando a atuação em políticas públicas, visando a conservação, recuperação e defesa do meio ambiente.

Quando e onde

DATA: 08/06/2019 – 8h30 às 12h.

LOCAL: ESCOLA MUNICIPAL CAPUTERA – Estrada Ressaca, Cotia 
De SP para Embu 50 minutos de carro partindo do metro Butantã

Parque do Jequitibá é depredado após ser fechado – Notícia R7

Parque do Jequitibá é depredado após ser fechado

Localizado na zona oeste de São Paulo, o parque do Jequitibá está fechado e sendo depredado. Com proporções semelhantes ao parque do Ibirapuera, o projeto foi criado há 13 anos e reserva um pedaço da Mata Atlântica. Agora, moradores e ambientalistas querem que ele seja concluído.

Confira a notícia na integra acessando AQUI

Projeto Caputera na imprensa

Nosso projeto no Caputera foi tema de reportagem do Jornal Primeiro Notícias. Confira integra abaixo ou o original no site : http://primeironoticias.com.br/projeto-plantando-jardim-filtrante-e-agua-boa-incentiva-despoluicao-dos-rios-em-comunidades/

Projeto “Plantando Jardim Filtrante e Água Boa” incentiva a despoluição dos rios em comunidades

Em fase inicial, o programa passa por conscientização em escolas e unidades de Saúde

O bairro do Caputera, localizado entre os municípios Embu das Artes, Cotia e Itapecerica da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, recebe neste mês de outubro o projeto “Plantando Jardim Filtrante e Água Boa”, realizado pela Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE) para empoderar a comunidade local sobre como tratar corretamente o esgoto, mesmo na ausência dos serviços de coleta do governo.

O evento, que teve início no dia 16, vai até o próximo dia 24 e, nesta primeira fase, participam cerca de 350 alunos e professores, do sexto ao nono ano, da Escola Municipal do Caputera.

O público é introduzido ao tema com uma apresentação sobre os rios e nascentes da comunidade, causas de poluição, consequências para a saúde e soluções possíveis.

Em seguida, é conduzido à atividade cooperativa “Jogo das Calhas, Caminho das Águas”, onde aprendem brincando a diferenciar a água cinza (pias e chuveiro), preta (vaso sanitário) e pluvial (chuva), suas corretas destinações, bem como a importância de a comunidade atuar unida para alcançar o objetivo de despoluir seus rios e córregos. No encerramento, ocorre uma discussão e reflexão sobre o tema aplicado à realidade da comunidade.

O “Jogo das Calhas, Caminho das Águas”, consiste em conduzir bolinhas de cores cinza, preta e azul (que representam as diferentes águas) por calhas, até caixas que são maquetes de fossa ecológica, cisterna e natureza.

Para o diretor Odércio José, a ação na escola é positiva para toda a comunidade: “o projeto foi acolhido prontamente pela gestão e professores, tendo em vista a preocupação com a melhoria da qualidade de vida e a preservação dos meios. Os alunos envolveram-se no desenvolvimento do tema assim como as atividades. Seguramente estamos no caminho certo, debater com os jovens e conscientizar a comunidade no engajamento nessa batalha de cuidar do meio ambiente”, comenta.

Etapas e propostas do projeto

“Plantando Jardim Filtrante e Água Boa” nasceu com a missão de difundir técnicas de saneamento ecológico unifamiliar gratuitamente.

Para cumprir esse objetivo, pretende: conscientizar a população por intermédio das escolas, unidades de saúde e assistências sociais; instalar o tratamento de esgoto por jardins filtrante em três residências, para servir de modelos para a comunidade; realizar três cursos práticos para a capacitação e formação de 60 instaladores de saneamento ecológico; e publicar cartilha com instruções para que qualquer pessoa interessada possa fazer a instalação em casa.

O bairro Caputera foi um dos escolhidos por não ter serviço de coleta e tratamento de esgoto e por fazer parte da Bacia da Guarapiranga. Na região, o Ribeirão da Ressaca é um importante rio que deságua no Embu-Mirim. Este, por sua vez, fornece 33% de toda a água da Represa Guarapiranga, que abastece cerca de cinco milhões de pessoas da Região Metropolitana de São Paulo.

O tratamento por jardins filtrantes (também chamados de Zona de Raízes ou Wetlands) propõe a utilização de uma fossa séptica, onde bactérias se alimentam dos resíduos sólidos; e dois tanques com brita, semelhantes a um filtro com plantas (no caso macrófitas) que possuem raízes com alto poder de remoção das impurezas restantes. Enquanto a planta realiza sua função, ela se alimenta e se fortalece contra doenças e pragas. O resultado é um jardim bonito, sem odor ou insetos, e um efluente limpo que volta para a natureza sem poluir.

Sua arquitetura é uma importante modalidade de “Solução baseada na Natureza” (SbN), que são instalações que reproduzem o comportamento inteligente do ambiente natural para resolver determinadas questões urbanas, sem impactos negativos. É de baixo custo, tem padrão de eficiência aceito pela legislação e pode atender as pessoas da comunidade.

O projeto é realizado pela SEAE e conta com recursos do programa Casa Cidades, do Fundo Socioambiental Casa.

Sobre a SEAE

Criada por moradores na metade da década de 70, a SEAE atua na preservação ambiental de Embu e região para estimular e ampliar os processos de transformação socioambiental, cultural e econômica, por meio de processos educacionais participativos e inclusivos, fomentando a atuação em políticas públicas, visando a conservação, recuperação e defesa do meio ambiente.