SÁBADO ECOmigo

CLIPPING: o texto sobre o início do projeto ECOmigo saiu nos seguintes portais: Terra, Agência Globo e Comunique-se. Confira:

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“Sábado ECOmigo” começa em Embu das Artes e Taboão da Serra

O projeto leva educação ambiental para escolas estaduais da região

WhatsApp Image 2017-06-17 at 22.12.37No último sábado (17) a escola Professor Alípio de Oliveira e Silva, localizada no bairro Jardim Santa Rosa, município de Taboão da Serra, teve um dia especial com atividades de educação ambiental, onde aprenderam valores socioambientais e participaram de oficinas práticas de bombas de semente, minhocário, horta em garrafa pet e horta em canteiro.

As turmas também participaram de rodas de contação de histórias sobre os bichos da Mata Atlântica, vegetação predominante na região.

As ações são parte do “Sábado ECOmigo”, realizado em parceria entre Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE) e Diretoria de Ensino da Região de Taboão da Serra, que abrange cerca de 80 escolas estaduais dos municípios Embu das Artes e Taboão da Serra.

O trabalho foi realizado por voluntários da SEAE, que interagiram com estudantes, professores e moradores da comunidade.

“Este projeto é maravilhoso, eu estive conversando com os alunos que participaram das diversas oficinas e eles gostaram muito, então eu recomendo para outras escolas participarem porque é muito bom”, comentou Nilza Aparecida de Deus, diretora da escola.

A diretora aproveitou para informar que pretende realizar ações de plantio no espaço ocioso da escola.

“Levar educação ambiental para as escolas é algo com o qual queríamos colaborar. Junto do programa “Escola da Família” foi melhor ainda, porque alcança também a comunidade”, comenta Rodolfo Almeida, presidente da SEAE.

A oficina piloto aconteceu no dia 19 de maio com professores e coordenadores da Diretoria Regional de Ensino, que aprovaram as atividades.

Para o próximo sábado (24) a escola Joanna Sposito, no Jardim Vitória, município de Embu das Artes, já está agendada para receber as atividades.

ATIVIDADES

Na confecção de bombas de sementes os participantes envolveram sementes de mudas nativas em argila especial para serem lançadas em áreas degradadas e promover sua recuperação. As mudas nascem em aproximadamente três dias;

Na horta vertical em garrafas pet os alunos plantaram hortaliças e mudas variadas em uma estrutura com três garrafas pet, para serem disponibilizadas em muros e paredes;

Na compostagem de minhocário o público aprendeu sobre reciclagem e reaproveitamento de cascas e restos de alimentos para gerar biofertilizante, em forma líquida, para cuidado com as plantas e adubo para enriquecimento do solo;

Interessados em se voluntariar para o projeto podem entrar em contato com a ONG no endereço de e-mail: contato@seaembu.org.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

CLIPPING: a notícia com a parceria entre SEAE e Diretoria de Ensino Regional de Taboão da Serra foi publicada nos seguintes veículos de comunicação: Jornal na Net, Terra, Agência O Globo, Comunique-se, O Diário de Maringá.

 

Escolas Estaduais de Embu das Artes recebem programa de educação ambiental

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Na programação, oficinas de bombas de semente, horta vertical e realização de plantios

Em parceria com a Diretoria de Ensino da Região de Taboão da Serra, a ONG Sociedade Ecológica Amigos de Embu – SEAE realizará ações de educação ambiental no programa “Sábado ECOmigo”, quando os alunos participarão de diversas oficinas interativas, além de diálogos sobre os problemas ambientais de suas comunidades e plantio de mudas nativas, quando houver espaço e interesse da escola participante.

O piloto do projeto foi realizado no dia 19 de maio, na Escola Estadual Laert de Almeida São Bernardo, de Taboão da Serra, com diretores representantes das cerca de 80 escolas deste município e de Embu das Artes. Eles participaram de oficinas de horta em garrafa pet, bombas de semente e debate ambiental. Demonstrações sobre montagem de minhocário e jogo ambiental de tabuleiro “Carta da Terra” também foram realizadas.

Sergio Romero, da Diretoria de Ensino, comentou o que espera da parceria: “acredito que os trabalhos poderão ser reproduzidos em nossas escolas e espero que a comunidade possa se apropriar destes procedimentos, mas, de qualquer forma, [o intuito] é promover uma reflexão e uma mudança do comportamento em relação às questões do meio ambiente”.

Segundo Rodolfo Almeida, presidente da SEAE, “no Sábado ECOmigo, todos os alunos da escola terão a oportunidade de desfrutar de um dia animado com um cardápio variado de atividades de educação ambiental”.

As atividades previstas são:

Confecção de bombas de sementes: consiste em envolver sementes de mudas nativas em argila especial para serem lançadas em áreas degradadas e promover sua recuperação;

Horta vertical em garrafas pet: oficina para plantar hortaliças, flores, entre outras mudas, em uma estrutura com três garrafas pet, para serem disponibilizadas em muros e paredes. Apesar de parecer pouco espaço, é possível produzir hortaliças em estrutura vertical para consumo doméstico;

Compostagem de minhocário: incentiva o reaproveitamento de cascas e restos de alimentos para gerar biofertilizante em forma líquida para cuidado com as plantas e adubo para enriquecimento do solo;

Jogos de tabuleiro “Carta da Terra”: aprendizagem e conscientização sobre o meio ambiente de forma lúdica. Permite a participação de três a oito pessoas, a partir de nove anos;

Debates ambientais: para identificar as características e problemas específicos das comunidades no entorno da escola;

Plantio de mudas nativas: mediante disponibilidade de espaço e interesse da escola.

Rodolfo Almeida informou que as atividades serão realizadas por voluntários e que buscam patrocínio para ampliar o projeto: “a SEAE tem realizado esse trabalho com a ajuda de voluntários, mas precisamos de mais gente para atender um número maior de escolas. Buscamos também patrocínio para viabilizar, no próximo ano, o atendimento em todas as escolas de região”.

Interessados em se voluntariar para o projeto podem entrar em contato com a ONG no endereço de e-mail: contato@seaembu.org.

NEGÓCIO SUSTENTÁVEL EM COTIA

CLIPPING: o texto abaixo foi divulgado nos portais: Terra, Exame, Infomoney, Agência EstadoRegional News e Jornal D’aqui. Confira:

 

Empreendedorismo sustentável gera renda e empregos em Cotia

Espaço Hot Kids possui gerador de energia, coleta seletiva de lixo e tratamento do esgoto com plantas

O distrito Caucaia do Alto, pertencente ao município de Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo, possui localização privilegiada em divisa com a Reserva do Morro Grande, que abriga maciços florestais de Mata Atlântica e duas represas: da Graça e Pedro Beicht.

De olho nas possibilidades de aventuras locais e preocupado em distrair as crianças dos seus aparelhos eletrônicos, o empreendedor Marcelo Feliciano Soares criou o espaço Hot Kids, que promove atividades com miniveículos e contatos com a natureza, por meio das opções de pomar, horta, lago com peixes, tirolesa, parquinho e recreações.

O modelo de negócios é inovador na categoria e atrai turistas durante todo o ano. Os minicarros são adaptados e seguros para crianças, que recebem educação de trânsito no estilo CFC (Curso de Formação de Condutores) e podem explorar as pistas locais com independência.

foto: divulgação
foto: divulgação

A sustentabilidade também entra no cardápio de atividades, com informações e exemplos da prática local. O projeto possui gerador de energia, tratamento do esgoto com plantas e coleta seletiva de lixo.

Com uma área de 17mil m², a produção de energia do espaço fica por conta de três opções: hidrogerador, turbina eólica e quatro placas fotovoltaicas, que atendem cerca de 40% da demanda existente, com projeções para 60% e 80%, em breve.

foto: divulgação
foto: divulgação

Já o esgoto é 100% tratado de forma natural, por meio de uma combinação de biossistemas composta por: biodigestor, zonas de raízes, círculo de bananeiras e caixa de gordura com palhas. Toda água utilizada no local é tratada ali mesmo e retorna limpa para o meio ambiente. O projeto foi realizado pela empresa Terracota Soluções Ambientais, com sede no mesmo bairro.

Rodolfo Almeida, presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu, é estudioso do saneamento ecológico e foi conferir as instalações do local.

“Nessas áreas de proteção ambiental, de proteção e aos mananciais, empreendimentos como esse, que consegue fomentar o turismo, gerar renda e ainda ser modelos de sustentabilidade, precisam ter incentivos fiscais. Nossa região carece desse tipo de iniciativa. Além do mais, ele vai gerar dezenas de empregos diretos e indiretos e, possivelmente, muito mais do que certos galpões de estocagem, como tem sido construídos na região”, comenta.

Atualmente, o espaço emprega oito pessoas, conta com 20 monitores freelances e 18 prestadores de serviço.

CRESCER E PRESERVAR

Os limites de Caucaia do Alto com a Reserva do Morro Grande conferem ao distrito uma paisagem diversificada, com residências, áreas rurais e empreendimentos variados, mas também coloca um ideal, sob o viés socioambiental, em que as empresas tenham estrutura sustentável, a fim de minimizar impactos na floresta e nos mananciais.

Distante cerca de 20 km de São Paulo, Cotia possui um crescimento acelerado – 1,8% em 2016, acima do crescimento médio do Brasil no mesmo período, segundo dados do IBGE – que deve ser levado em conta para o uso inteligente do solo e preservação da natureza.

Da mesma forma que Embu das Artes e Itapecerica da Serra, Cotia enfrenta problemas com a expansão imobiliária, que pode colocar em risco a sua área verde.

No entanto, exemplos como o espaço Hot Kids, mostram que é possível empreender de forma responsável, gerar empregos, fomentar o turismo e ainda cuidar do meio ambiente. Estes fatores serão decisivos para a qualidade de vida da população local.

SERVIÇOS

Espaço Hot Kids

Avenida Luiz Ferreira Gil, 1.049 – Caucaia do Alto – Cotia/SP

Diversão para crianças e adultos. Mais informações: 4242-0318 / 4242-0319 | http://www.hotkids.com.br

Terracota Soluções Ambientais

Rua Escolástica Vaz Godinho 154 – SL 2 – Caucaia do Alto – Cotia/SP

(11) 93801-7177 | https://pt-br.facebook.com/terracotasa/

COMPOSTAGEM DOMÉSTICA

CLIPPING: o nosso release sobre a oficina de Compostgem Doméstica foi publicado nos portais: Ciclo VivoRegional News, Primeiro Embuense, Terra, Agência O Globo, Comunique-se e Estado de Minas. Confira:

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Adubo de compostagem doméstica pode ser fonte de renda

Embu-Seae

Oficina realizada em Embu das Artes ensinou o passo a passo para produzir uma composteira com minhocas, que resulta em adubo com qualidade para ser comercializado

A Oficina de Compostagem Doméstica, realizada no último sábado (08), no município de Embu das Artes, teve como principal objetivo ensinar a prática da reutilização de resíduos vegetais do uso cotidiano em uma composteira com minhocas.

Como resultado, adubo sólido e biofertilizante (chorume) líquido. Os produtos podem ser utilizados para enriquecer o solo de hortas, jardins ou ainda serem comercializados. Embora uma produção doméstica seja em baixa escala, o humus de minhoca é muito valorizado, o que faz com que vendas, mesmo que esporádicas, sejam alternativas para ajudar a fortalecer a renda familiar.

Promovido pela Sociedade Ecológica Amigos de Embu – SEAE, como parte de suas ações de responsabilidade de educação e fomento à economia socioambiental, o evento foi ministrado por Cauê Vida, biólogo e gestor ambiental na empresa O Bicho Biotrips.

A oficina se dividiu em teoria e prática. Na primeira, o palestrante abordou o solo, a formação das rochas e suas etapas até a decomposição e compostagem natural. Reflexões sobre o homem enquanto ser, sua relação com o meio ambiente a que pertence, o uso e o desperdício de recursos naturais, também foram provocadas.

Na segunda parte, o público acompanhou com atenção a explicação da montagem estrutural e depois montou a sua própria composteira para utilizar em casa.

COMO FUNCIONA

O método escolhido utiliza a vegetação seca para cobrir os restos de alimentos que serão utilizados, o que evita odores e insetos indesejados. Enquanto isso, as minhocas (californianas, vermelhas) consomem a matéria orgânica em decomposição, que resulta no adubo.

O sistema requer utensílios simples, como três caixas de plástico, uma tampa, um suporte para colocar em baixo das caixas, uma torneira, um pacote com minhocas, um pacote com composto sólido e matéria vegetal seca (serragem, folha, palha ou grama) e extrato de neem (repelente natural).

Na oficina, como parte das reflexões sobre reciclagem, as caixas plásticas foram substituídas por baldes de margarina, recolhidos pela SEAE em padarias.

No geral, as caixas devem ser sobrepostas, formando uma torre de três andares. A de baixo, onde instala-se a torneira, exerce a função coletora do biofertilizante. As duas de cima funcionam como digestoras, por onde as minhocas circularão e se alimentarão para concluir o trabalho.

O tempo médio para encher as duas caixas de cima é de 30 dias. Já a caixa de baixo, por conter líquido derivado da decomposição, o ideal é retirar o conteúdo semanalmente. Diluído em água pode adubar raízes ou folhas de qualquer espécie. Pode ser usado na mesma hora ou armazenado por até três meses.

A estrutura precisa ficar em local seco e arejado, longe do sol e da chuva.

SANEAMENTO ECOLÓGICO

CLIPPING – nosso release com as informações da palestra “Introdução ao Saneamento Ecológico” saiu nos seguintes portais: Ciclo VivoJornal na Net, Revista TAE, Agência Estado, Agência O Globo e Terra. Confira:

Tratamento de esgoto doméstico com plantas é alternativa para evitar poluição dos rios

                Saneamento ecológico

Projetos de saneamento com plantas devolvem a água mais limpa ao meio ambiente

As informações são da palestra “Introdução ao Saneamento Ecológico”, ministrada por Rodolfo Almeida, ambientalista e presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu – SEAE, em Embu das Artes, cujo objetivo foi apresentar maneiras simples para tratar o esgoto unifamiliar, com a utilização de recursos naturais e economicamente viáveis.

Por lei, quando não existe coleta do efluente (esgoto) por empresas como a SABESP, o tratamento convencional deveria ser feito com fossa séptica, mas ela não remove todos os poluentes, que acabam lançados na natureza.

Segundo o palestrante, “nitrato, fostafato, hormônios e antibióticos não são neutralizados e voltam para rios e represas e, consequentemente, para as nossas torneiras. Além disso, desperdiça recursos que poderiam ser aproveitadas dos efluentes, como biogás (para energia) e lodo (para o adubação)”.

Em contrapartida, tratamentos com plantas são capazes de filtrar mais de 90% dos poluentes e remover até mesmo contaminação química. Existem alternativas para todos os gostos, com preços compatíveis e até mais baratos que os sistemas tradicionais. Entre eles está o tanque de evapotranspiração, círculo de bananeiras, jardim filtrante, fossa biodigestora, vermifiltro, biossistema e zonas de raízes (wetlands).

Alguns métodos podem ser praticados inclusive em urbanas, pois exigem pouco espaço. Eles podem atender desde residências individuais, pequenas comunidades ou até cidades inteiras. Podem também ser usados para completar o tratamento da água e colaborar com a saúde do meio ambiente.

TRATAMENTO POR PLANTAS

Na zonas de raízes (wetlands), as plantas de espécies peculiares, como papiros, tairoba, aguapés, entre outras, atuam na absorção das substâncias poluentes que passam por suas raízes.

De um modo geral, o sistema conta com a fossa séptica tradicional e dois tanques de passagem (filtragem) que ficam sob a terra, cobertos com uma camada de pedra britada. Sobre a pedra, as plantas são cultivadas. Quando o esgoto passa subterrâneo pelos tanques, as raízes consomem a matéria orgânica e os poluentes, as bactérias eliminam coliformes fecais e outros organismos que causam doenças. Ao final do processo, a água tratada pode ser utilizada em lavagem de calçadas, irrigação de pomares e jardins, em lagos paisagísticos ou simplesmente devolvida ao ambiente.

Nesta opção, é importante atentar ao cálculo do tamanho do sistema de tratamento para evitar a ineficiência ou entupimentos, pois ocorre variação de acordo com a quantidade de pessoas que a residência costuma receber.

O projeto não traz qualquer risco de doenças a pessoas ou animais, tampouco cheiro desagradável, pois o esgoto corre abaixo do solo.

SOBRE A SEAE

Preocupada em sua missão de educação ambiental, a Ong realizou a palestra para comemorar o dia da água e planeja divulgar uma cartilha com instruções práticas, para que moradores possam instalar tratamentos de esgoto com meios naturais e eficientes.

Criada por moradores na metade da década de 70, a SEAE atua na preservação ambiental de Embu e região, para estimular e ampliar os processos de transformação socioambiental, cultural e econômica, por meio de processos educacionais participativos e inclusivos, fomentando a atuação em políticas públicas, visando a conservação, recuperação e defesa do meio ambiente.

CERRADO EMBU DAS ARTES

CLIPPING: o texto com a relação de plantas e suas utilidades foi publicado nos seguintes portais: Jornal D’aqui, Terra, Comunique-se, Agência EstadoAgência O Globo. Leia o texto abaixo:

Maravilhoso Cerrado: a importância das plantas descobertas em Embu das Artes

O município abriga resquícios do bioma que está em extinção no Estado de São Paulo

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Olhares atentos e sentidos “ligados” podem ser canais para descobertas incríveis num passeio despretensioso. Foi assim que, numa saída para o Parque do Lago Francisco Rizzo, em Embu das Artes, um grupo de moradores que tentava identificar plantas do bioma Cerrado se surpreendeu com o reconhecimento de cerca de 20 espécies.

Mas afinal, por que isso é tão importante?

Candeia
Candeia

Esta vegetação é riquíssima em diversidade e suas plantas são amplamente utilizadas para fins medicinais. O Cerrado possui exemplares que estão em cuidadosa análise por pesquisadores em busca de combinações para curar uma das doenças que afetam cada vez mais pessoas no mundo: o câncer.

Frutas como Gabiroba e Murici, por altíssimo teor anti-inflamatório e antioxidante, demonstraram resultados mais potentes do que as frutas pesquisadas nos Estados Unidos para combater a doença.

A vegetação de Cerrado é apontada também como responsável por devolver água aos aquíferos, devido às características de suas raízes. Logo, o desmatamento de suas árvores colabora para os quadros de seca, vistos com mais frequência e alertados por pesquisadores.

Podemos entender as plantas deste bioma como uma ferramenta essencial para a saúde dos seres vivos, mas, apesar de tamanho protagonismo científico, está ameaçado por extinção. Somente no Estado de São Paulo, restam menos de 1% da quantidade original, que era em torno de 14%.

QUEM GANHA COM A PRESERVAÇÃO DO CERRADO?

Embu das Artes é um município privilegiado, com vegetação de Mata Atlântica e Cerrado. Este último, ainda pouco explorado na região, precisa de estudos, mapeamentos e projetos de preservação.

Orelha de Onça
Orelha de Onça

O simples fato de preservar determinado bioma colabora com a renovação do ar, da água e atrai os animais típicos que, por sua vez, ajudam a manter a floresta, por meio do espalhamento de sementes.

Ao manter uma área em extinção preservada, é possível abranger diversos ângulos de políticas públicas, pois se torna possível a arrecadação de fundos para a sua manutenção e instalação de projetos científicos, turísticos, educativos, socioambientais, econômicos, entre outros.

CONHEÇA UM POUCO DA IMPORTÂNCIA DE ALGUMAS DAS ESPÉCIES ENCONTRADAS NO PARQUE RIZZO:

Araçá do campo (psidium cattleyanwn): trata-se de um arbusto muito especial, amplamente utilizado no reflorestamento, com propriedades medicinais e também alimentícias. Seu fruto é doce e saboroso, utilizado ao natural ou em doces, massas e geleias. As folhas possuem ativos adstringentes e anti-inflamatórios. Já a sua madeira é muito forte, aproveitada em vigas, ferramentas e carvão. Da raiz, pode-se obter efeitos diuréticos e de combate à diarreia.

Cambará Roxo (lantana fucata): pequeno arbusto com flores e folhas cuja importância medicinal está ligada ao trato da gripe, bronquite, problemas respiratórios em geral.

Candeia (gochnatia polymorpha): as folhas desta árvore são utilizadas na indústria farmacêutica para tratamento de problemas respiratórios.  Da madeira, bastante utilizada por sua força, produz-se também óleo. A planta é uma boa opção para paisagismo e reflorestamento.

Carqueja
Carqueja

Carqueja (baccharis trimera): possui visual bonito e delicado. Além de paisagismo e jardinagem, costuma ser utilizada como medicamento para problemas de ordem estomacal.

Cipó de São João (pyrostegia venusta): as folhas desta espécie são utilizadas em infusão para tratar gripes, reumatismo, e doença de pele vitiligo.

Dormideira
Dormideira

Dormideira (mimosa pudica): é uma planta da família das ervilhas que, quando tocada, suas folhas se fecham. Ela é comercializada em casa de chás naturais, indicada para combate à dor de cabeça, problemas do fígado e como laxante.

Gabiroba do Campo (campomanesia xanthocarpa): tem uma delicada flor branca e frutos ricos em vitamina C. Podem ser consumidos ao natural ou preparados como doces e geleias. A infusão de suas folhas combate a gripe. Já o chá das cascas da árvore é usado para problemas urinários. Com alto poder antioxidante, a planta também é utilizada em cosméticos.

Ipê Amarelo (ipezinho do cerrado): uma linda árvore, com floração em cores vibrantes. Da casca do seu tronco, faz-se infusão ou xarope para o tratamento de gripes. Das folhas, podem-se tratar problemas intestinais, pois possui efeito laxante.

Juqueri [mimosa]
Juqueri [mimosa]
Juqueri (mimosa polycarpa): costuma ser visitada por abelhas e pode ser usada em jardinagem, para enfeitar, ou como cercas vivas.

Língua de Tucano (eryngium paniculatum): sua aparência lembra a coroa de um abacaxi, exceto pelo caule desproporcional da flor, que cresce bem no centro de sua folhagem. Suas folhas são utilizadas como diurético.

Mimosa Amarela (daleoides): suas lindas flores amarelas atraem abelhas e são ideais para jardinagem e paisagismo.

Pixirica (leandra erostrata): é um arbusto muito especial: além das flores que encantam aos olhos, serve também como alimento. São pequenos frutos azulados, de sabor adocicado que, em receitas de bolos ou doces, podem substituir o blueberry (mirtilo).

Quaresmeirinha (tibouchina aegopogon): com lindas flores roxas e porte pequeno, a planta é indicada para recuperação e reflorestamento em espaços urbanos, jardinagem e paisagismo. No interior de Minas Gerais, seu tronco é utilizado para lenha.

Capim Rabo de Burro
Capim Rabo de Burro

Rabo de burro (schizachyrium condensatum): a raiz deste capim possui propriedades emolientes. Sua beleza está nos detalhes, quando plumas ocupam as pontas, por isso pode ser utilizada no paisagismo.

SOBRE A SEAE

O grupo foi conduzido pela Sociedade Ecológica Amigos de Embu – SEAE, como parte do projeto “Cerrado Infinito”, do artista Daniel Caballero, e teve o intuito de promover contato e vivência com as plantas, para resgatar valores históricos e culturais presentes na memória e identidade brasileira.

Criada por moradores na metade da década de 70, a SEAE atua na preservação ambiental de Embu e região, para estimular e ampliar os processos de transformação socioambiental, cultural e econômica, por meio de processos educacionais participativos e inclusivos, fomentando a atuação em políticas públicas, visando a conservação, recuperação e defesa do meio ambiente.

CARNAVAL E MEIO AMBIENTE

CLIPPING – Os portais Granja News, Agência O Globo, Agência Estado, Estadão, Terra, entre outros, publicaram o nosso texto com a cobertura do carnaval de rua o Jardim Santa Tereza da última terça-feira (28), onde o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Embu das Artes discursou e abordou a importância do meio ambiente para a qualidade de vida dos cidadãos.

Liga carnavalesca de Embu das Artes pede respeito ao meio ambiente

Presidente apontou o tema como fundamental para melhorar a qualidade de vida da população embuense, durante discurso de encerramento do carnaval

Anivaldo Laurindo, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Embu das Artes – LIESE, discursou durante o desfile de encerramento do carnaval de rua desta terça-feira (28), no bairro Santa Tereza, localizado na zona leste de Embu das Artes, onde ressaltou a importância de preservar o meio ambiente para a qualidade de vida dos cidadãos.

Anivaldo discursa para a multidão
Anivaldo discursa para a multidão

“A gente reivindica melhor qualidade de vida para todos os munícipes de Embu das Artes. Essa qualidade tem um começo, que é respeitar as bases de tudo, o meio ambiente, o meio em que vivemos”, observa Anivaldo.

A LIESE foi criada há cerca de um ano para pleitear melhorias para o carnaval da cidade e outras lutas sociais. Atualmente, é composta por blocos, como: Menino Arteiro, Unidos do Santa Tereza, Meninos do Morro, Kambinda, Zuma e o Bloco do Barata.  “Dentro do projeto, temos a pretensão de que cada bairro tenha o seu bloco e represente uma causa social”, explica José Costa, um dos fundadores do Unidos do Santa Tereza.

bateria do bloco menino arteiro (2)
Bateria do bloco menino arteiro

A festa foi organizada pela liga carnavalesca, que fez questão de manter a tradição popular mesmo sem a verba pública, que neste ano foi destinada à área de saúde, de acordo com a decisão do então prefeito interino Hugo Prado.

“O carnaval de Embu das Artes tem história, desfilamos desde o começo da década de 80”, comenta José Costa.

MEIO AMBIENTE PARA QUALIDADE DE VIDA

A questão ambiental é precária na cidade, que – entre outros fatores – enfrenta a expansão urbana sobre a vegetação, inclusive em áreas de preservação ambiental, protegidas por legislações municipais, estaduais e federais.

O avanço do desmatamento preocupa moradores e membros da Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE), que denuncia situações de crime ambiental para os órgãos fiscalizadores.

Segundo levantamentos do Plano Diretor da cidade, em alguns bairros da região leste, que concentram cerca de 70% da população, o percentual de área verde por habitante é inferior ao mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece 12m² per capita.

O resultado é sentido na elevação de temperaturas, chuvas mais intensas, alagamentos e consequente redução da qualidade de vida dos moradores.

Anivaldo deixa uma reflexão: “se não priorizarmos agora o meio ambiente, como será o nosso futuro?”, finaliza o artista.

população pretigia o bloco menino arteiro
População pretigia o bloco menino arteiro

 

PALESTRA CERRADO INFINITO

CLIPPING: saiu nos portais Estadão, Agência Estado, Agência O GloboComunique-se, Primeiro Embuense e Regional News o nosso release com a cobertura do evento Cerrado Infinito,  com palestra, lançamento do livro do Projeto, do artista Daniel Caballero e passeio ao Parque Rizzo para identificar, na prática, exemplares da vegetação. Fique por dentro:

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Plantas de Cerrado Paulista são descobertas no Parque Rizzo, em Embu das Artes

Cerca de 20 espécies foram reconhecidas; Atividade prática fez parte do lançamento de livro sobre a vegetação, que sofre forte processo de extinção no Estado de São Paulo

O projeto “Cerrado Infinito”, do artista Daniel Caballero, trouxe para Embu das Artes, no último sábado (18) palestra sobre o Cerrado Paulista, lançamento de livro do projeto e ida ao Parque do Lago Francisco Rizzo para ajudar o público a conhecer e identificar espécies do bioma.

Com informações históricas, que levam a uma reflexão sobre a paisagem urbana e sua transformação, Daniel Caballero abre a palestra e compartilha com o público suas experiências de pesquisa com as plantas e a arte.

Segundo o autor, Embu das Artes foi escolhida para o lançamento do livro, intitulado “Guia de Campo dos Campos de Piratininga, ou O Que Sobrou do Cerrado Paulistano, ou Como Fazer o Seu Próprio Cerrado Infinito”, por ser uma das cidades por onde andou “em busca de plantas para o projeto, que começou em meados de 2015 e tem hoje duas estações de plantio: na Praça Homero Silva, no bairro da Pompéia, e na Escola Estadual Jardim das Camélias, Zona Leste de São Paulo”.

“Temos a preocupação de levar de volta as vegetações nativas para os lugares de origem. Cidades possuem áreas sem vegetação e áreas com vasta vegetação, mas é maioria exótica. Em um país grande como o Brasil, uma espécie da Amazônia plantada no sul será considerada exótica, pois, apesar de brasileira, está fora da sua região”, informa o artista.

BIOMA AMEAÇADO E EXTINÇÃO

O Cerrado se estende por cerca de 20% do território brasileiro, mas perde rapidamente seu habitat. No estado de São Paulo, originalmente, 14% eram de sua ocupação. Atualmente, este número encontra-se reduzido para menos de 1%.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a importância do bioma está relacionada à rica diversidade, que além de possuir abundantes aquíferos, atua na esfera alimentícia e medicinal e auxilia na recuperação do solo e áreas que sofrem erosões.

“Hoje percebemos a cidade desunida por sua vegetação. Como parte do projeto, temos a ideia fazer trilhas com vegetação nas margens, para conectar diversos pontos da cidade”, informa Daniel.

 IDENTIFICAÇÃO NA PRÁTICA

“Se encontrarmos em determinado lugar, umas 20 espécies de Cerrado, podemos afirmar que ali o bioma já foi nativo, inclusive com a presença dos animais”.

Com esta informação, o público saiu para o Parque do Lago Francisco Rizzo, região central de Embu das Artes, a fim de procurar plantas do Cerrado.

No acesso ao parque, pelo bairro Engenho Velho, o grupo se surpreendeu a cada passo da pequena trilha que conduzia ao interior. Por ela, a paisagem se transformou de capim, com plantas aqui e acolá, para um aglomerado jardim do Cerrado.

Com o uso dos sentidos visuais, de tato e olfativos, memórias foram criadas e também resgatadas da infância, como as brincadeiras com a planta “dormideira”, que fecha as folhas quando tocada.

Entre as espécies identificadas, mamona, mimosa, candeia, dormideira, quaresmeira, pixirica, orelha de onça, araçá do campo, cipó de São João, rabo de burro, carqueja, ipê amarelo, língua de tucano, gabiroba do campo e lantana roxa, foram os destaques.

O evento, realizado pela Sociedade Ecológica Amigos de Embu – SEAE teve o intuito de promover contato e vivência com as plantas, para resgatar valores históricos e culturais presentes na memória e identidade brasileira.

SERVIÇO

LIVRO: Guia de Campo dos Campos de Piratininga, ou O Que Sobrou do Cerrado Paulistano, ou Como Fazer o Seu Próprio Cerrado Infinito (Editora La Luz del Fuego, 182 pág., R$ 48);

AUTOR: Daniel Caballero;

VALOR: R$ 48,00

ONDE COMPRAR: os exemplares estão disponíveis em livrarias e no site: cerradoinfinito.com.br

SOBRE A SEAE

Criada por moradores na metade da década de 70, a SEAE atua na preservação ambiental de Embu e região, para estimular e ampliar os processos de transformação socioambiental, cultural e econômica, por meio de processos educacionais participativos e inclusivos, fomentando a atuação em políticas públicas, visando a conservação, recuperação e defesa do meio ambiente.

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DESMATAMENTOS EMBUARAMA

CLIPPING: saiu nos portais Primeiro EmbuenseGranjaNews e Regional News o nosso release sobre a invasão e os desmatamentos no Jardim Embuarama, Embu das Artes. Confira:

 

Mesmo após prisões e embargos, invasão e desmatamento continua no Embuarama, Embu das Artes

Ação efetuada pela Polícia Militar Ambiental resultou em duas prisões e multa no valor de 41 mil reais

embuarama_nNa última terça-feira (07), a Polícia Militar Ambiental efetuou duas prisões e multou em R$ 41.600 reais o proprietário de um terreno localizado próximo ao antigo Clube Paratodos, em Embu das Artes, por flagrante de infração ambiental em Área de Proteção Permanente.

As infrações incluem invasão, desmatamento de vegetação nativa e intervenção em área de nascentes.

A Guarda Civil Municipal (GCM) informou que quando começaram as denúncias uma equipe foi enviada ao local para proteger o ambiente, mas a mesma foi retirada após providências da PM Ambiental e do poder público.

Para Rodolfo Almeida, presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu – SEAE, “Parece que a única forma de resolver seria a Prefeitura desapropriar o terreno, fazer a reintegração de posse e destinar a pequena parte que não tem matas, nascentes ou encostas para um equipamento público, como escola ou posto de saúde”, revela.

Segundo informações obtidas junto à prefeitura, até o fechamento desta matéria o proprietário ainda não havia se manifestado para solicitar a reintegração de posse, o que dificultaria a ação das autoridades.

Entre os vizinhos, as desobediências aos embargos causam estranheza: “não levantaram ainda nenhuma bandeira de movimento, comentaram apenas que alguém os enviou para invadirem a área e prometeram casas”, comenta um morador que preferiu não se identificar.

Ocupações irregulares são frequentes no local. Em março do ano passado, a comercialização de lotes sem aprovação e licenciamento chamou atenção da grande imprensa. Na ocasião, após denuncias de moradores e da SEAE, o terreno foi embargado pelo Ministério Público, mas por fiscalização falha, as infrações continuaram durante todo o ano.

Em janeiro deste ano, a prefeitura conduziu uma operação pacífica de desocupação, que voltou a acontecer.

Em uma rede social, moradores também se manifestaram: “Nem o governo municipal nem PM Ambiental estão dando um jeito e a mata está sendo derrubada. É revoltante ver o que esses invasores estão fazendo”, desabafa um morador.

“Mesmo com vários embargos, nos diversos órgãos competentes e multas, uma das últimas áreas de proteção ambiental desta região de Embu das Artes, com 5 nascentes, o antigo Clube Paratodos está agonizando…  Aonde está a justiça? Esperamos que a corregedoria da promotoria pública e polícia Federal, intercedam a favor dos reclamantes”, revela a moradora.

Um processo corre na justiça desde 2011, mas até o momento o problema segue sem solução.

CAPIM VETIVER – DESLIZAMENTOS

CLIPPING: saiu nos portais: Jornal D’aquiRnewsGranja NewsTribuna 116Um Novo JornalJornal na NetAgência O GloboEstadãoAgência EstadoPortal Terra, e Exame o nosso release com as informações da palestra sobre a utilidade do Capim Vetiver para tratamento do solo de áreas degradadas por erosões, como deslizamentos. Conteúdo pra lá de interessante, confira!

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Capim ajuda a recuperar áreas e conter erosões e deslizamentos

Espécie “Vetiver” pode ser alternativa natural para enfrentar o problema de deslizamentos, típico de cidades com paisagens de morros e encostas

capim vetiverA estratégia não é nova: utilizada no mundo todo desde a década de 80, quando o Banco Mundial difundiu o conceito para cuidar de solos degradados, os resultados obtidos são surpreendentes.

Fábio Santos, biólogo, estudioso do solo do Parque do Lago Francisco Rizzo, em Embu das Artes, comenta que “a espécie possibilita a recuperação do solo exposto à erosão, como os deslizamentos que tem ocorrido no Parque Rizzo, nas áreas de talude”.

Ainda segundo o Fábio, esse capim “grampeia” o solo, prende suas raízes e rochas a camadas profundas, que podem atingir até cinco metros de extensão. “Essas raízes desenvolvem uma resistência equivalente a 1/3 do aço e essa estrutura é responsável por evitar movimentação e erosões no solo”, informa o biólogo.

A planta é bem adaptada a ambientes rústicos, não tem flores ou apelo paisagístico, pode crescer até dois metros de altura (sem poda) e demanda poucos cuidados após o plantio. Suporta variação de temperaturas que vão de -9 até 50 graus e seu cultivo pode ser feito em diferentes tipos de solos: arenoso, argiloso, com alta concentração de sal, pouco ou muito ácido, áreas alagadas, entre outros.

Apesar de ser exótica, de origem asiática, ela pode ser utilizada nos projetos de regeneração, como já ocorre com outras espécies exóticas em taludes nas margens de rodovias.

Rodolfo Almeida, presidente da presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu – SEAE, comenta que “A regeneração, através de meios naturais, pode devolver a segurança às comunidades de regiões com deslizamentos e, com o tempo, a vegetação nativa pode ser reintroduzida ao local, coisa que seria impossível se a erosão continuasse”.

Fábio Santos palestrou para moradores de Embu das Artes, na sede da SEAE, onde apresentou seus estudos com a planta. Foi analisado o desenvolvimento do Capim Vetiver em amostras de solo retiradas do Parque Rizzo. A conclusão do estudo demonstrou que, mesmo sem a fertilização, a espécie consegue se fixar e desenvolver, mas que apenas com a aplicação de adubo orgânico (compostagem) os resultados seriam muito superiores.

Na plateia, bastante interessada, com intensa participação, marcaram presença representantes da Defesa Civil e Guarda Civil Municipal de Embu das Artes.

Sobre a SEAE

Criada por moradores na metade da década de 70, a SEAE atua na preservação ambiental de Embu e região, para estimular e ampliar os processos de transformação socioambiental, cultural e econômica, por meio de processos educacionais participativos e inclusivos, fomentando a atuação em políticas públicas, visando a conservação, recuperação e defesa do meio ambiente.